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Uma introdução à Havana, Cuba!

15.08.2018

Começo hoje a série de posts sobre nossa viagem à Havana, a famosa capital de Cuba. Nós fomos para lá no início de Maio porque tínhamos o casamento de uma amiga muito querida, que se casou com um cubano. Cuba estava lá embaixo na nossa lista de prioridades de viagem, porém decidimos aproveitar a ocasião para conhecer o país. Que bom que o fizemos, porque estávamos com pessoas locais nos ciceroneando, então foi uma forma muito genuína de descobrir como é de verdade essa Cuba socialista que tanto ouvimos falar. Havana é um destino como nenhum outro, daquele tipo de lugar que te tira da caixinha, sabe?, e passamos dias inesquecíveis por lá!

De início ficaríamos 4 noites em Havana e 4 noites em Varadero, porém como compramos um vôo com parada nos EUA (por conta de milhas que tínhamos na Azul!), tivemos que mudar os planos já que o governo americano tem diversas restrições em relação a vôos dos EUA para Cuba, e uma delas é que você não pode ir para lá para fazer turismo de lazer - por mais que você tenha passaporte brasileiro ou europeu, não pode! No final, nos encaixamos em uma das 12 permissões de viagem que eles concedem chamada "Support for the Cuban people" (que basicamente permite que você vá, porém demanda que você se hospede em casas particulares, coma em restaurantes familiares, participe de atividades que promovam interação com o povo cubano e não consuma nada do governo socialista). No fim das contas, não tivemos nenhum problema nem pra ir e nem para voltar de Cuba, mas enquanto planejávamos a viagem preferimos pular a parte do resort em Varadero com receio de que tivéssemos problemas na volta para os EUA - não dava pra justificar que eu tava apoiando o povo cubano com um mojitão na mão em um resort em Varadero por 4 dias inteiros, né? Eles fazem um certo terror e pedem que você guarde comprovantes de tudo o que fez em Cuba porque isso pode ser solicitado no retorno para os Estados Unidos, mas na real não rolou nada disso. Quem quiser ler mais sobre essa questão no site oficial do governo americano, clique aqui. Com isso, decidimos então ficar 4 noites em Havana e 4 noites em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos - da onde chegou e partiu nosso vôo pro Brasil. Ainda não conhecíamos a cidade, que parecia ser bem praiana e fofa - de fato é, adoramos!

 

Os posts sobre Havana serão os seguintes (já comecei a escrevê-los! #BlogueiraDedicada):

 

- Nossa hospedagem na Casa Barbara

 

- Nossa programação em Havana (o que fizemos em cada dia por lá!)

 

- Um dia em Havana - nossa sugestão de roteiro na cidade!

 

- Aula de salsa e kizomba em Havana (um salve ao maridão parceiro que me acompanhou até nessa!)

 

- Restaurantes e Bares de Havana

 

- Playas del Este - praias caribenhas a 30 minutos do centro de Havana!

Finalizo esse post de introdução também com minha conclusão do que eu achei de Cuba e da minha experiência pessoal em Havana. Fui realmente livre de expectativas e preconceitos e me surpreendi muito. A cidade é limpa e as pessoas são educadas e amigáveis, mas algumas têm um semblante um pouco triste. O salário médio é por volta de 15 dólares por mês, então dá para notar que é um povo que batalha, que se desdobra para conseguir levar a vida, uma vida com o básico necessário para viver - só que o básico lá também inclui serviço de saúde pública de primeira e educação também. Todo mundo estuda, e no intervalo as crianças vão brincar na rua, já que elas não têm celular ou tablets - a internet ainda é muito restrita. A TV é do governo, a rádio também e o jornal idem. As cervejas e os refrigerantes também, assim como o rum e os charutos. Tem gente que é contra o governo, muitos que são a favor, e no geral se respeita a opinião do próximo. Quase nada lá é descartável, tudo se conserta, se recicla, se usa de novo - e isso é bacana demais. Os famosos carros antigos em sua maioria têm o motor original. Quando falta peça, eles dão um jeito de fabricar.

 

A cidade é linda e você consegue se imaginar a todo tempo na época áurea de Havana. Os monumentos são muito bem preservados e não há pichação e nem gente pedindo dinheiro na rua.  Também não tem ninguém morando na rua e a cidade é super segura. Praticamente não há drogas, e tampouco armas. O que tem muito é turistas! De todos os lugares do mundo, chegando de navio e avião, com suas câmeras poderosas, iPhones e Apple Watches, e ninguém nem olha. Está na cara que você é um turista desavisado e ninguém nem te olha, sabe aquele olhar malicioso e que pode indicar que você vai ser roubado a qualquer minuto só porque tirou o celular do bolso para checar o WhatsApp? Quem mora em São Paulo ou Rio sabe o que estou falando... Não tem nada disso lá. Não tem essa cobiça, essa vontade de ser o rei do baile, tirar onda. Não sei dizer se fruto de uma polícia atuante, de uma lei forte que se faz cumprir ou então da falta de vontade de ter, esse sentimento tão nosso, capitalista. Só sei que me senti muito segura em Havana, e olha que caminhamos de madrugada em pleno centrão. Essa foi uma grata surpresa!

A comida é deliciosa. Eles gostam muito de frituras, croquetinhos de carne, frango, vegetais... E também de moros y cristianos, nosso arroz-feijão, só que o feijão é preto e sem caldo, e já vem tudo misturado. Adoramos o típico prato ropa vieja, uma carne desfiada muito bem temperada com cebola e pimentão. Mas lá também tem comida internacional e restaurantes italianos de primeira. Mojitos, Daiquiris e Cuba Libres estão por toda parte, assim como bonés de Fidel e tudo com a temática "Viva La Revolución". Caminhando pelo centro você vai ouvir Guantanamera algumas vezes, seja na pracinha ou na bandinha tocando dentro de algum restaurante e isso te faz pensar: "meu Deus, estou aqui mesmo!". E caminhar por lá é uma delícia, já que a cidade é super plana e caminhável - dá pra percorrer todos os pontos de interesses a pé, mas se você não quiser tem taxi, bici-taxi, coco taxi e claro, os almendrones - como são conhecidos os carros conversíveis antigos - levam esse nome porque são compridos como uma amêndoa (ou almendra, em espanhol).

 

Seja como for que você quiser percorrê-la, Havana é uma cidade fascinante, que vale a pena ser descoberta! Fique ligado no blog que contarei tudo sobre nossa experiência por lá. Adios!

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