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Passeio a El Chaltén

18.09.2018

Nosso último dia de passeios na Patagônia começou mais cedo que o normal, já que íamos para El Chaltén, cidade que fica 3 horas distante de ônibus de El Calafate. Uma van nos buscou no hotel e nos levou para a rodoviária de El Calafate, onde às 8hs partimos de ônibus para El Chaltén - ônibus comum mesmo, da empresa Caltur. Conosco, alguns turistas com mochilões também a caminho da cidade, que recebe muito turismo de aventura, já que lá é a capital nacional do trekking - ainda que em baixíssima temporada.

Pegamos os assentos da frente do ônibus, com janela frontal, o que nos permitiu ver o dia amanhecendo no Deserto Patagônico - sim, a região tem geleiras e também deserto - inclusive este é o maior das Américas, maior que o do Atacama! Ver dia nascendo no deserto com os picos nevados e os lagos glaciares já valeu a viagem! E para completar, ainda pudemos ver no caminho coelhos selvagens e guanacos, um espécie muito fofa de lhama que anda saltitando - vimos várias delas no caminho até El Chaltén, inclusive atravessando a estrada!

Chegamos em El Chaltén e, antes de desembarcar na rodoviária, nosso ônibus parou em um posto da polícia ambiental que fica na entrada da cidade, onde tivemos uma explicação das regras de preservação do local e de como nos portar nas trilhas. Algumas das instruções: as trilhas não têm lixeiras, então todo lixo que você produzir deverá voltar com você para a cidade. Outra instrução que nos deram foi em relação aos cachorros que ficam pela cidade - eles orientam a não alimentá-los para que eles não te sigam pelas trilhas e se percam. Ainda neste posto, nós recebemos o mapa das trilhas com informações sobre duração, distância e grau de dificuldade de todas elas, com a recomendação de voltarmos bem antes do sol se pôr para não correr o risco de nos perdermos no escuro.

Como tínhamos apenas aquela tarde na cidade, escolhemos fazer a trilha Laguna Capri, com 8 km de distância ida e volta e que nos levaria até uma lagoa com vista do Cerro Fitz Roy, icônica montanha da região, que está inclusive na capa do meu livro-guia da Argentina. Da rodoviária até o início da trilha foram mais ou menos 20 minutos de caminhada, passando pelo centro da mini-cidade de El Chaltén. A trilha é toda sinalizada e nós nos sentimos bastante seguras, cruzamos com algumas outras pessoas fazendo a trilha e um guarda. Essa trilha é uma grande subida, nós subimos quase 400 metros, então foi muito legal ver as mudanças de vegetação quanto mais subíamos. Também interessante foi ver a chuva que caia mais próxima à base se transformar em neve lá no topo, deixando tudo branquinho!

Esse foi o programa, agora lá vai minha impressão geral: é um passeio que DEVE ser feito no verão - quando as temperaturas são amenas, os dias mais longos e a cidade funcionando. Digo isso porque entre a rodoviária e a base da trilha parecia que estávamos em uma cidade fantasma, onde TUDO estava fechado - hotéis, lojas, restaurantes, cafés - tudo MESMO, com raríssimas exceções de um supermercado aqui, um hotel acolá. Isso já deu uma certa bad. Além disso, pegamos um tempo horroroso: nublado, frio (tipo 0ºC) e com muito vento e uma chuva que, apesar de não tão forte, estava incomodando e baixando ainda mais a sensação térmica. Confesso que por muito pouco não desisti de fazer a trilha - na verdade só não desisti porque não havia onde eu ficar esperando minha irmã, que queria fazer a trilha mesmo com tempo péssimo que fazia - ou eu ia com ela, ou ficaria tipo quatro horas ao relento. Tenso.

 

Acabamos indo e a chuva até que deu uma trégua na ida. Vale dizer que a trilha é bem pesada, demoramos mais ou menos 1 hora e meia para percorrer 4 km, já que era subida e ainda por cima estava toda cheia de lama. Por fim, acabamos foi dando risada do perrengue que estávamos passado, que culminou com a chegada até a Laguna Capri que estava totalmente encoberta e não nos permitiu ver o Cerro Fitz Roy... A volta naturalmente foi mais rápida, já que era descida, só que no final o joelho e nossas coxas já estavam bem fadigados, porque 4 km em descida também é bem puxado. Resumo: o clima péssimo que pegamos transformou o passeio em um belo de um programa de índio. kkkkkkkkkkk

Expectativa - Fonte: Trip Advisor

Realidade (ok, não esperava tudo verdinho, mas ao menos queria um céu azul e pelo menos conseguir ver o Fitz Roy!)

 

Na volta, por um milagre nós encontramos um café muito fofo chamado La Nana que estava aberto, e então nós tomamos um lanche até dar o tempo de irmos de volta para a rodoviária pegar nosso ônibus de volta para El Calafate. Mais no fim do dia, quando já estávamos na rodoviária, o dia começou a querer abrir um pouco.

Fiquei foi é com muita vontade de voltar lá no verão: a cidade é cheia de hotéis e restaurantes fofos, com muitas áreas externas, algumas delas com lareira (já que faz frio mesmo no verão, só que bem menos que no inverno), então imagino que no verão a cidade deve ferver, com tempo aberto, dias longos, cheia de turistas que fazem as trilhas durante o dia e se reúnem à noite nos bares e restaurantes.

Cidade fantasma - e tempo abrindo no fim do dia!

Voltamos capotadas no ônibus, e chegamos tão cansadas que jantamos no nosso hotel mesmo! Nem sempre a gente acerta no passeio, quando isso acontece, o melhor é dar risada e tentar tirar o máximo da experiência!

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