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Nossas 24 horas em Lisboa

10.04.2019

Nosso primeiro destino da viagem foi Lisboa, a linda capital portuguesa. Desembarcamos por volta das 10h15 e ficamos exatas 24 na cidade, então vim contar o que fizemos por lá. 

 

Como nós já conhecíamos bem a cidade, não fizemos nenhum grande plano, o que foi ótimo: pudemos alugar o carro sem pressa, dirigir até o hotel, fazer check in e depois de instalados saímos em direção a região da Rua Augusta (cheia de lojas, bares, cafés e restaurantes).

 

Nós ficamos hospedados no Easyhotel Lisbon, integrante da rede de hotéis econômicos da companhia aérea lowcost Easyjet. Ele está muito bem localizado, a duas quadras da Praça Marquês de Pombal, em uma rua bem tranquila e com estacionamento disponível, o que era imprescindível para nós que já estávamos de carro. De lá até a região da Rua Augusta são cerca de 25 minutos à pé - mas nós fizemos de patinete - já conto como foi!

É um hotel bem simples que conta com aqueles três pilares fundamentais da boa hospedagem: quarto super limpo, cama confortável e chuveiro bom! Ele tem o conceito pay-per-use: a diária abrange apenas o apartamento, tudo além da hospedagem é cobrado a parte, e a chave do apartamento já te ensina como funciona:

A chave com todos os serviços que eles oferecem, mas que são cobrados a parte!

No check in a recepcionista já pergunta se você deseja incluir algum serviço adicional na hospedagem (café da manhã, TV, wi-fi, arrumação do quarto, etc). Nós pagamos um extra pelo estacionamento e pelo early check in, que nos deixou entrar 3 horas antes no apartamento. Veredicto: excelente opção de hospedagem econômica! Para nós, que ficamos apenas 1 noite na cidade foi excelente: a diária foi muito em conta (R$ 140,00) pelo hotel todo reformado e bem localizado que encontramos! Talvez não seja a melhor opção para uma estadia mais longa, ou outro perfil de viagem, mas para nós deu muito certo.

 

Bom, devidamente acomodados, nós partimos com a ideia de descer toda a Av. Liberdade e chegar até o centrinho para passear e almoçar. Logo saindo do hotel avistamos dois patinetes, desses que agora encontramos nos centros de várias cidades, e os alugamos para fazer esse trajeto. Foi nossa primeira experiência com esse novo meio de transporte (Murillo estava louco para experimentar!) e adoramos, foi divertidíssimo! Descemos toda a Av. Libertade, passamos pela Estação e Praça do Rossio e os estacionamos quase que em frente ao Elevador de Santa Justa. Usamos o aplicativo WIND para alugá-los - precisa ter internet tanto para você se registrar quanto para alugar e "devolver" o patinete (na verdade você não devolve, você estaciona em uma das regiões permitidas e encerra a sessão pelo APP do celular. O pagamento é por minuto no cartão de crédito.). Lisboa está infestada de patinetes, uma verdadeira febre!

Almoçamos na Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau (que é como eles chamam bolinho de bacalhau) - um lugar que Murillo havia pesquisado durante a organização da viagem e estávamos aguados para conhecer. De fato, o melhor bolinho de bacalhau que já provei - frito na hora, ele é recheado com o legítimo queijo da Serra da Estrela. Divino! Acompanhado com o vinho da Ilha da Madeira então, foi a combinação perfeita. Eles contam com mesas e cadeiras na calçada, onde sentamos um pouco para descansar e curtir o movimento do centro lisboeta em um típico sábado a tarde!

Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau - Rua Augusta, 106 - Lisboa

 

Saindo de lá, sobremesa, claro! Um pouquinho pra cima na Rua Augusta encontramos, lotada com sempre, uma unidade da rede de sorveterias Amorino - aquela do sorvete em formato de flor. Essa rede de gelatos italianos (com sede na França!) também está bombando, encontramos em todas as cidades que fomos, sempre com bastante fila! Uma delícia, mas na minha opinião não fica devendo nada para nossa Bacio di Latte!

Com nosso sorvete em mãos, descemos até a linda Praça do Comércio, sempre cheia de turistas e alguns artistas de rua.

De lá, caminhamos até a Igreja de Santo Antônio de Lisboa (com a fachada em reforma, uma pena!), uma igreja relativamente pequena que fica uma quadra na frente da Sé de Lisboa, e que foi construída no local onde nasceu esse Santo tão adorado pelos fiéis católicos no mundo inteiro, inclusive no Brasil - onde é mais conhecido como Santo Antônio de Pádua (cidade onde ele faleceu). 

Participamos da missa das 17h e depois fomos até a Cripta onde se conserva até hoje o local onde o Santo e Doutor da Igreja nasceu - tanto a entrada na igreja quanto à cripta são gratuitas.

Após essa visita carregada de emoção para mim, que sou devota, fomos visitar a Sé de Lisboa, que fica logo atrás da Igreja de Santo Antônio. Construída na Idade Média (séc. XII), é uma das mais importantes da cidade e também tem entrada gratuita.

Saindo da lá, o sol estava querendo se pôr e então nós perambulamos meio que sem rumo pelo bairro da Alfama, vizinho à Catedral da Sé. Entramos em algumas lojinhas (não resisto, hihihi), passamos na porta de várias casa de fado que estavam ainda fechadas, se preparando para as apresentações da noite, e curtimos o fim de tarde nesse bairro tão característico de Lisboa.

Retornamos então à região da Baixa, mais precisamente à procura de uma loja que uma amiga minha tinha me falado que era muito bacana, a Olistori - uma loja de azeites e temperos com um dono que é uma figura, você faz uma verdadeira degustação de azeites, vinagres e outros condimentos. Vale a visita!

Olistori - Rua da Madalena, 137 - Lisboa

 

De lá, descemos um pouquinho a própria Rua da Madalena, em direção ao cais, e chegamos ao restaurante onde eu havia feito uma reserva para jantarmos com um casal de amigos queridos que agora moram em Lisboa, o Prima Pasta. Quando estivemos na cidade há alguns anos adoramos a comida de lá e quisemos voltar!

Estava bem lotado, acho que não teríamos conseguido mesa sem reserva (era um sábado à noite). O restaurante é pequeno e aconchegante, com atendimento simpático e boa comida a preço justo (especialmente se considerarmos que estamos em zona super turística!). Tirei foto do cardápio, da página de pasta fresca, que fabricada lá mesmo no restaurante. Preço de 8 a 11 euros o prato, bem servido. Não tirei foto, mas uma garrafa do vinho da casa custava 5 euros.

Prima Pasta - Rua da Madalena, 25 - Lisboa

 

Voltamos para o hotel de Uber e capotamos, estávamos bastante cansados. Apesar disso, e contrariando também a diferença de fuso horário, antes das 7h estávamos de pé no domingo. Aproveitamos para fechar as malas e para sair cedo para tomar café da manhã em uma padaria que tínhamos visto no dia anterior na Praça do Rossio (fomos novamente de patinete - com as ruas e calçadas desertas o programa se tornou ainda mais divertido). O lugar era o  Café Gelo - a sua vitrine cheia de delícias doces e salgadas nos marcou. Descobrimos depois se tratar de um café bem antigo e histórico, inaugurado em meados do séc. XIX e frequentado por Fernando Pessoa em sua época.

Nossos patinetes estacionados na frente do Café Gelo!

 Vista de nosso café da manhã: a belíssima Estação do Rossio! ❤

Depois do café, subimos de patinete toda a Avenida Liberdade, os deixamos na praça onde havíamos alugado e voltamos para o hotel, onde fizemos checkout, carregamos o carro e partimos com destino a Évora e Sevilha!

Lisboa é uma cidade linda e deliciosa para passear - há muito o que fazer e visitar. Esse roteiro de forma alguma abrange seus pontos turísticos, foi na verdade o que decidimos fazer em uma segunda visita curtinha à cidade!

 

Após esse dia, chegamos à conclusão que visitar um lugar pela primeira vez é maravilhoso, mas fazer uma nova visita sem as "obrigações" turíticas também pode ser muito gostoso!

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