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Visita e degustação na Adega Cartuxa + um giro por Évora!

11.04.2019

Évora é uma das principais cidades do Alentejo português, uma região bastante famosa por seus vinhos e belos cenários. A cidade é linda e cheia de história, contada pelos seus principais pontos turísticos, que são facilmente visitáveis em um dia inteiro: suas muralhas e o antigo aqueduto, a Capela dos Ossos (famosa por ser totalmente revestida por crânios e ossos humanos), o Templo Romano de Diana e... o único que ainda não conhecíamos: a Adega Cartuxa!

Como Évora está estrategicamente localizada entre Lisboa e Sevilha, decidimos visitá-la mais uma vez para enfim conhecer a Adega Cartuxa. Com mais sorte do que em nossa primeira vista em 2013 (em que fazia um dia frio e chuvoso), dessa vez fomos abençoados com um lindo dia de outono, de bastante sol e clima ameno, que nos estimulou até a dar mais uma voltinha no seu centro histórico após a visita à adega e o almoço na cidade.

 

Vamos por partes, primeiro a visita à Cartuxa!

A icônica vinícola portuguesa, famosa pelos vinhos Pêra-Manca, Cartuxa e Scala Coeli, recebe seus visitantes mediante agendamento prévio feito via site (clique aqui!) em um belo centro de visitantes/loja - as visitas com degustação custam a partir de 10 euros por pessoa. Chegamos no horário marcado e logo nos unimos a um grupo composto em sua maioria por brasileiros e alguns portugueses.

Quem conduziu o passeio foi o ótimo guia Santiago, que nos contou a história da vinícola, que hoje é um ativo da Fundação Eugênio de Almeida, mas sua história começou em 1776 no prédio onde a visita ocorre, chamado de Quinta de Valbom - que era uma casa de jesuítas e que "em 1759, com a expulsão da Companhia de Jesus do país pelo Marquês de Pombal, a Quinta, com a sua edificação, passou a integrar os bens do Estado tendo, alguns anos mais tarde (1776), e pela primeira vez, sido equipada com um lagar de vinho que rapidamente ganhou importância na região." - fonte: Cartuxa.pt

A visita conta com a exibição de um vídeo que conta a história da adega e também dados interessantes: aprendemos que apenas 30% da colheita de uvas é feita de forma mecânica e que 55% da produção é destinada para consumo interno.

 

As barricas de carvalho repousam hoje onde, vários séculos atrás, foi o refeitório do mosteiro dos jesuítas, antes de serem expulsos. A degustação é feita em uma mesa neste mesmo salão - um mergulho na história!

Degustamos quatro rótulos, que foram acompanhados por água, pães, dois tipos de azeite também da Cartuxa e lascas de presunto pata negra (de porcos pretos criados lá na Fundação Eugênio de Almeida e muito típicos da região):

 

Scala Coeli Branco 2009 - Uva Verdelho

Cartuxa Tinto Talha Bio 2017

Cartuxa Reserva 2014

Scala Coeli 2015 - Touriga Nacional

 

(na foto abaixo estão os rótulos, da direita para a esquerda!)

A degustação foi muito interessante: iniciamos com um branco Scala Coeli ("escada para o céu" em latim), que é a segunda melhor linha da adega, depois da Pêra-Manca. Maravilhoso! Depois, provamos um vinho orgânico que é novidade, feito da mesma forma que se fazia antigamente, em talhas de barro. É realmente um sabor diferente, mas eu não gostei. Conforme o Santiago disse que aconteceria, depois de um tempo na taça ele realmente abriu e melhorou um pouco, mas ainda assim não foi meu favorito.

Provamos então o Cartuxa Reserva e o Scala Coeli tinto, ambos deliciosos!

 

A visita termina onde começou: na loja! A loja também vende vinho por taça, então se você quiser degustar outros rótulos, também pode. Lá você encontra todos os vinhos produzidos pela adega e também os azeites. O Pêra-Manca tinto estava à venda por 220 euros e limitado a uma garrafa por pessoa. Mas não se assuste, o preço das garrafas de outros rótulos começava em 2 euros!

Nós trouxemos para casa um Pêra-Manca Branco 2016, um Cartuxa Reserva 2014 (o mesmo que provamos na degustação) e um vinho chamado Foral de Évora Colheita 2016, que praticamente não é exportado e parece ser muito bom, foi indicação do nosso guia Santiago. Ganhamos uma caixa de madeira da Cartuxa, que em breve vai decorar a adega de nossa casa nova!

Nós dois felizões saindo com nossas compras!

 

Adega Cartuxa - Quinta do Valbom - Reservas aqui

Estrada da Soeira

Tel: Tel: (+351) 266 748 383

 

Foi Santiago também que nos indicou o restaurante delicioso onde almoçamos, chamado 1/4 para as 9! Rsrsrs Achei o nome engraçado.

O restaurante fica no centro de Évora e conseguimos uma das últimas mesas para o almoço de domingo. As mesas estavam ocupadas somente por portugueses, então acho que é pouco turístico - não tem nem fachada: a entrada é por uma porta em um arco que deve ter algumas centenas de anos! Pedimos de entrada um polvo ao vinagrete que estava delicioso e dividimos de prato principal um cachaço de porco preto assado com purê de maçã - super saboroso, amamos! Google nos contou que cachaço é pescoço do porco: uma carne bem macia e saborosa, que combinou perfeitamente com o purê de maçã (faltou foto do purê!).

Depois do almoço, fomos até o Templo Romano de Évora, que foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco e construído no século I - muito antigo e até hoje está lá, imponente e no meio da cidade, não precisa pagar nada para conhecê-lo.

Algumas fotos depois, seguimos nossa rota cruzando a fronteira espanhola e chegando até Sevilha, mas o resto eu conto em outro post!

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