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Sevilha | Dia 1 + Nosso hotel

15.04.2019

Sevilha é a capital da Comunidad Autónoma de Andaluzia (como são chamados os estados na Espanha), a quarta maior cidade do país e habitava há tempos a minha listinha de destinos-desejo, bem como toda região da Andaluzia - que percorremos durante 7 dias em nossa viagem e vou contar tudo aqui no blog. Sempre ouvi falar que aquela Espanha tradicional do flamenco, dos leques e castanholas era a Andaluzia, e acho que isso despertou minha vontade de conhecer esta região do país.

 

Chegamos na cidade no início da noite de domingo, e fomos direto para nosso hotel, o Sacristia de Santa Ana - realmente uma sacristia do século XVIII convertido em um hotel de apenas 23 quartos, localizado em plena Avenida Hércules, a principal avenida da cidade, cheia de restaurantes e bares. Essa era a ideia: ficar próximos dos restaurantes para poder sair à noite sem depender de taxi ou uber para ir ou voltar (apesar de estarmos de carro, ele ficou o tempo todo no estacionamento já que nossa ideia era fazer tudo a pé mesmo).

Adoramos o hotel! Além do edifício ser por si só um espetáculo, o quarto e banheiro eram super espaçosos, a cama muito confortável e o café uma delícia! 

 

Além disso, a localização é ótima: a poucos passos de vários restaurantes e cerca de 7 minutos a pé do centro histórico (ou casco antíguo), em uma caminhada plana - assim como é toda a cidade, facinha de caminhar!

Hall de entrada do hotel! 

Salão do café da manhã, com Nespresso à vontade! 

 

Voltando ao roteiro, como chegamos cansados da viagem, somente comemos uns tapas no restaurante/bar que ficava exatamente abaixo do hotel e fomos dormir para estamos descansados em nosso primeiro dia em Sevilha - ficamos três noites por lá, dois dias inteiros.

Tapeamos no Casa Paco, resto-bar delicioso - Alameda Hércules, 23 

 

O primeiro dia começou com um belo café da manhã em nosso hotel, seguido de uma caminhada de cerca de 15 minutos até a Catedral de Sevilha. No caminho, já pudemos sentir um gostinho daquela cidade que iria nos encantar: linda, super movimentada, turística, e ao mesmo tempo com traços culturais muito fortes e presentes: passamos por várias lojas de leques pintados a mão e vimos banners falando sobre a Semana Santa e Páscoa em Sevilha - a Semana Santa na Andaluzia é famosa por ser muito tradicional, com várias procissões e vias sacras, mas a de Sevilha é especial por ser uma das maiores festas religiosas do mundo

A cidade inteira vive esses dias com muita devoção e fervor - fiquei morrendo de vontade de voltar um dia para participar! Ainda em relação à Semana Santa, vimos também nessa breve caminhada pelo centro várias referências aos Nazarenos, que são pessoas vestidas com uma túnica com um capuz em formato de cone com apenas orifício para os olhos que lembra a roupa do Ku Klux Klan, mas obviamente não tem nada a ver, até porque a tradição dos nazarenos é bem mais antiga do que o KKK.

Conversando com uma vendedora em uma loja de souvenirs, ela nos explicou que os Nazarenos são pessoas que fazem penitências nas procissões da Semana Santa - tem pessoas que na Quaresma não comem chocolate por penitência, por exemplo, lá é comum como penitência as pessoas participarem da procissão com o traje de Nazarenos - a loja de departamentos El Corte Inglés tem uma seção só de roupas de Nazarenos sob medida! O capuz tem esse formato cônico como uma vontade de se alongar para chegar mais perto do céu, e o rosto é oculto para que a penitência seja feita de forma anônima. Muito curioso, não? É uma tradição centenária da Andaluzia.

 

Chegamos à Catedral de Sevilha e tivemos que segurar o queixo para não cair, já que tudo impressiona: o seu tamanho, a riqueza de detalhes, a Giralda (que é a sua torre-campanário anexa). Estávamos diante da terceira maior catedral do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro em Roma e da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, detentora de um dos maiores acervos de arte da Espanha.

Sua fila também estava de cair o queixo, quilométrica e dando volta no quarteirão (isso porque era baixa temporada!). Que alegria já termos nosso ingresso comprado e economizar cerca de duas horas de fila sob do sol da Andaluzia!

A Catedral foi construída onde antes havia uma mesquita - Sevilha foi dominada pelos árabes de 711 até 1248 (mais de 500 anos!), por isso encontramos uma enorme influência árabe na arquitetura da cidade. Após a reconquista, a mesquita foi reconstruída como uma catedral gótica, já no século XV.

A catedral fornece por 6 euros um audioguia (infelizmente não há em Português), que foi imprescindível em nossa visita. Faz toda a diferença você visitar os monumentos ouvindo um pouco sobre suas história e a Catedral de Sevilha tem muito a se conhecer: além de inúmeras obras de artistas consagrados (como Murillo, Goya e Zurbarán) e o túmulo de Cristóvão Colombo, visitamos o Altar Maior (acho que o mais lindo que já em toda vida); a Sala Capitular, uma sala oval impressionante com um teto renascentista inteiro pintado por Murillo; a Giralda, torre que foi construída durante a ocupação árabe e que depois da reconquista converteu-se em campanário da Catedral e por fim, o Pátio das Laranjeiras, também original da ocupação árabe. 

Fiquei apaixonada por esse quadro de Santo Antônio no batistério da Catedral, obra de Murillo!

Acima, o túmulo do navegador descobridor da América, Cristóvão Colombo, sendo carregado pela representação dos 4 reinos espanhóis: Castela, Leão, Aragão e Navarra - coisas que só o audioguia te conta! rsrsrsrs

Altar maior da Catedral de Sevilha 

Teto da Sala Capitular todo pintado pelo pintor Murillo, natural de Sevilha e muito celebrado na cidade até hoje. Sevilha ainda foi berço de outro expoente pintor, Diego Velázquez.   

Acima e abaixo, vista da subida da Giralda - que é feita por meio de uma rampa (utilizada tanto para subir quanto para descer). São 34 "lances" até chegar ato topo, mas o visual compensa! Antigamente, era cavalos que faziam esse trajeto de subida à torre, por isso ela foi feita com rampas!

Giralda e a Catedral vistas do Pátio das Laranjeiras

 

Fizemos a visita completa em cerca de 3 horas e saímos de lá já na hora do almoço. Bem ao lado da Catedral, caminhando em direção ao Rio Guadalquivir, está o bairro El Arenal, cheio de charme, com ruas estreitas e vários restaurantes.

Escolhemos bem aleatoriamente um restaurante chamado Boca a Boca (Calle Barcelona, 5), com mesinhas externas e uma ótima tábua de jamón e salada caprese. Sangria e cerveza, claro!

Depois do almoço, seguimos passeio pelas ruas até chegar nas margens do Rio Guadalquivir, mais precisamente na Real Maestranza (Plaza de Toros) da cidade. A fila estava gigante - não para touradas, afinal não era época, mas para visitar o museu que conta um pouco sobre essa tradição controversa mas ainda muito presente na cultura espanhola. Eu queria muito visitar o museu, mas não havíamos comprado ingresso antes e a fila estava enorme e o sol muito quente. Ficou para a próxima.

Nos arredores da Plaza de Toros, muitas propagandas de touradas

 

Caminhamos então pela orla do rio até chegar na Torre del Oro, uma torre de vigilância também da época do domínio árabe. Por sorte era dia de entrada grátis, então pudemos subir até seu topo sem gastar nada! Além da vista da cidade, o interior da torre fala um pouco sobre o período das navegações espanholas. Sevilha era um importante porto comercial na época. Compramos lá nosso enfeite de Natal de Sevilha #ÁrvoreEverywhere

Esqueci de tirar uma foto só da torre, então vai uma com participação especial nossa!

 

Descemos e continuamos caminhando pela margem do Rio Guadalquivir, de onde saem vários passeios de barco, porém preferimos percorrer à pé. Na verdade nosso desejo era fazê-lo de bicicleta, porém o sistema de aluguel de bicicletas da cidade é muito ruim: o APP não funciona direito e pelos totens você só consegue alugar por no mínimo 3 dias. Uma pena, porque além de ser plano e ter um visual lindo, a margem do rio tem uma ciclofaixa ótima, porém acaba sendo pouco aproveitada. Patinetes também seriam perfeitos, mas não vimos nenhum na cidade.

Descansamos um pouco sob as árvores e voltamos para o hotel. Depois de bom banho, fomos para a rua do comércio do centro histórico, a Calle Velázquez. Entre uma loja e outra sentimos um cheiro delicioso e fomos procurar de onde estava vindo (estilo Pernalonga indo atrás do cheiro, sabe? Éramos nós dois!), e descobrimos um botequinho em uma travessa da Velázquez chamado Bar Blanco Cerrillo (Calle José de Velilla, 1), onde a especialidade é um peixinho frito maravilhoso - só de lembrar dá água na boca! Pedimos duas porções dele e uma de anéis de lula. Que delícia! OBS: segunda-feira 21h e o bar com espera na calçada!

Na volta para o hotel, paramos no El Corte Inglés (uma loja de departamentos enorme) e demos um giro no supermercado, onde compramos alguns tapas (jamón, queijo manchego - um queijo de ovelha típico do sul da Espanha delicioso, algumas azeitonas recheadas e pão) e uma garrafinha de vinho, e fizemos um pic nic noturno na praça da Avenida Hércules, bem na frente do nosso hotel.

Muitas opções de queso manchego no El Corte Inglés! 

Salud!

 

Terminando assim nosso primeiro dia em Sevilha. Que cidade fantástica, voltamos apaixonados. Muito linda, vibrante, fácil de caminhar e cheia de história! Em breve sairá o post com nosso segundo dia na cidade.

Vista do rooftop do El Corte Inglés de Sevilha, com a Catedral iluminada! 

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