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Rota dos Pueblos Blancos | Nosso roteiro!

24.04.2019

Ah... esse dia era um dos que estávamos com maior expectativa na viagem - o dia que percorreríamos os Pueblos Blancos! Reparem que o título do post é NOSSO roteiro pelos Pueblos Blancos, e isso é porque não existe uma rota demarcada que você deve percorrer, o que existe são várias cidadelas (ou pueblos, em espanhol) no sul da Andaluzia que possuem suas casinhas todas pintadas de branco nas encostas das montanhas, algumas cercadas por muralhas, outras com castelos ou fortalezas. 

Setenil De Las Bodegas

 

A cor branca das casas na verdade é cal, utilizado para tentar repelir o calor andaluz. Essas cidades podem ser visitadas em um ou mais dias, preferencialmente de carro (não sei se há como fazê-lo de outra forma)! Você decide quais vai visitar e quais vai só passar para um passeio panorâmico.

 

Busquei na internet alguns pueblos que eram imperdíveis (peguei dicas principalmente nos ótimos portais Viaje na Viagem e Loucos Por Viagens) e outros fomos descobrindo pelo caminho, e isso é o que faz desse passeio ser tão legal: ele não é engessado e deixa espaço para belas surpresas!

 

Nosso trajeto foi, nessa ordem: Vejer De La Frontera, Arcos De La Frontera, Ubrique, Benaocaz, Villalengua Del Rosario, Grazalema e Zahara De La Sierra. Terminamos esse trajeto em Ronda, e como não queria perder o por do sol nessa cidade, deixei Setenil De Las Bodegas (o último pueblo blanco que visitaríamos) para o dia seguinte. De fato, foi um dia inesquecível da viagem, com paisagens maravilhosas que renderam fotos igualmente deslumbrantes.

 

Saímos após o café de Vejer De La Frontera, que é um dos Pueblos Blancos, na minha opinião que merece ser visitado inclusive com pernoite, com nós fizemos. No caminho, muitas torres de energia eólica!

Nosso primeiro destino foi Arcos De La Frontera, que fica cerca de 70 km de Vejer. Na metade do caminho mais ou menos avistamos a cidade de Medina-Sidonia, que chamou muita atenção da estrada. Em uma próxima vez quero reservar um tempinho para conhecê-la!

 

Chegamos no meio da manhã em Arcos De La Frontera e foi um grande desafio dirigir por lá - por sorte nosso caro era um VW UP e Murillo um ótimo motorista. As ruas são tão estreitas que não passa um carro + um pedestre ao mesmo tempo. Estacionamos na rua, onde achamos vaga (atrás da igreja de São Pedro), já que não encontramos nenhum Parking por ali. Saímos então a explorar a cidade à pé!

Clics de um giro à pé por Arcos De La Frontera

 

Seguimos direto para a Plaza Del Cabildo (onde aí achamos um estacionamento com poucas vagas!). É nessa praça onde se encontra a Basílica de Santa Maria De La Asunción, que entramos para visitar!

A basílica, construída em estilo gótico entre os séculos XV e XVI, é a principal da cidade e vale a visita: é famosa pela sua arquitetura e pelo seu coro e retábulo trabalhados em madeira maciça. 

Ainda na Plaza Del Cabildo, do lado oposto à Basílica, há um mirador que se debruça sobre o vale do Rio Guadalete, onde tiramos várias fotos da linda vista!  

Inclusive essa abaixo, mais cara da Andaluzia impossível: o céu azul, a torre de igreja e uma mexeriqueira carregada de frutos - uma pena que não dá pra capturar na foto o perfume maravilhoso que sentimos ao atravessar um pomar desses! 

Seguimos viagem depois de passar um leve sufoco para sair do centrinho de Arcos, por conta das ruas estreitas e de motoristas que estacionam no meio da rua (!!), fazendo com que tivéssemos que desviar na contramão. Foi uma divertida aventura, por sorte saímos ilesos!

Próxima cidade que paramos foi Ubrique, já dentro do Parque Natural De La Sierra de Grazalema - vários pueblos estão dentro dessa serra. Estacionamos apenas para uma foto panorâmica da cidadezinha toda branquinha no vale do parque.

Passamos depois por Benaocaz (esqueci foto, fiz somente vídeo!), também de forma panorâmica e sem descer do carro.

 

A próxima cidade foi Villalengua Del Rosário, onde estacionamento brevemente, mas a cidade estava tão sem movimento que logo voltamos para o carro.

Seguimos viagem até Grazalema, que da estrada já chama atenção, principalmente por conta de uma montanha enorme que emoldura a sua paisagem!

Estacionamos facilmente o carro em um estacionamento gratuito que achamos bem pertinho do centro (buscamos "parking" no Google Maps!) e caminhamos até a pracinha da Iglesias Nuestra Señora De Aurora, toda de pedra.

Almoçamos na praça mesmo, no restaurante chamado Grazalema Plaza, que oferecia Menú Del Día com primeiro prato, segundo prato e sobremesa por módicos EUR 8,50!

Eu pedi salmorejo (contei um pouco sobre minha descoberta desse prato andaluz no post de Sevilha, clique aqui para ler!) e Murillo uma sopa de alho, e de prato principal ambos pedimos almôndegas caseiras - também descobrimos que almôndegas são bem tradicionais no sul da Espanha! Estava tudo muito gostoso, o serviço só que foi mais ou menos.

Bar Restaurante Grazalema Plaza

Plaza España, 3

Tel: +34 956 13 20 53

 

Voltamos para o carro e dirigimos com destino a Zahara De La Sierra, parando no caminho para fotos do Embalze Zahara-el Gastor, uma enorme represa com água turquesa.

De longe avistamos as ruínas do castelo de Zahara no topo da montanha e ficamos fascinados.

Entramos na cidade e logo achamos um estacionamento gratuito, que ficava bem na entrada da subida para o castelo! Não há bilheterias e nenhum tipo de controle de visitantes. No próprio estacionamento havia uma placa falando um pouco sobre o castelo e umas setas direcionando os turistas para a "subida al castillo". Lá fomos nós, uma bela subida que me deixou bem cansada - não recomendo a subida para pessoas mais velhas ou com dificuldade de locomoção! Apesar disso... valeu e MUITO a pena!

Lá em cima, além das visitas da cidade e da represa, pudemos entrar nas ruínas do castelo, todo de pedra, que está super bem conservado - inclusive subimos para o seu segundo andar. De dentro do castelo tirei uma das minhas fotos favoritas da viagem, vejam abaixo.

Zahara De La Sierra vista da janela do castelo - não parece uma pintura? 

 

Descemos do castelo, pegamos o carro e seguimos até Ronda, onde dormiríamos uma noite. Chegamos a tempo de nos instalar no hotel e apreciar o pôr do sol, que foi magnífico. Vou pular essa história porque Ronda merece um post exclusivo, e vou seguir até o dia seguinte, pós almoço, quando saímos de Ronda e fomos até Setenil De Las Bodegas, o último pueblo blanco que visitamos, já a caminho de Granada.

Visitar Setenil foi ligeiramente complicado - achei a cidade mal sinalizada, parecia que andávamos em círculo! Primeiro estacionamos o carro em parking que achamos estar próximos do centrinho, mas depois vimos que estávamos no meio do nada. Voltamos para o carro e seguimos tentando chegar ao centro! Custou bastante chegar até a rua que queríamos visitar justamente porque não sabíamos o nome dela. Anotem aí, a rua mais famosa em Setenil é a Calle Cuevas Del Sol, uma rua onde os bares e restaurantes foram construídos encravados em uma pedra gigantesca. Acabamos estacionando em uma ruazinha próxima dali e fomos à pé, sugiro que façam o mesmo!

O visual é realmente impressionante e único! Paramos para tomar um café em um bar muito fofo chamado Lucía, com mesinhas na rua e que servia café + dulce setenileño por EUR 2,50!

Bar Lucia

Calle Cuevas del Sol, 79 - Setenil De Las Bodegas

Telefone: +34 615 37 48 17

 

Termino aqui nosso relato sobre a rota dos Pueblos Blancos, uma jóia do sul da Espanha. Espero que tenham gostado de percorrê-la conosco! ❤

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