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Madrid | Roteiro de 2 dias + dica de hotel!

Dando sequência aos posts da viagem, chegou a hora de um destino muito popular e esperado: Madrid!


Madrid é uma das minhas cidades preferidas do mundo! Acho linda, vibrante, adoro a atmosfera, as pessoas. Estudei espanhol na cidade há 10 anos e estava louca para voltar, dessa vez para apresentá-la ao Marido!


Chegamos em Madrid no cair da noite, depois de um dia na estrada, vindos de Granada. A escolha do hotel foi um pouco difícil: eu queria que ficássemos nos arredores da Puerta del Sol, no coração da cidade, porém buscava um hotel OK no quesito conforto, com estacionamento disponível e um preço razoável. Café da manhã incluso seria um PLUS. Foi MUITO difícil, mas no fim batemos o martelo pelo Hostal Sol Square - que não era um hostel, mas uma pousada, ou um hotel simples (lembram que expliquei aqui que hostal na Espanha não é albergue, mas sim pousada?), localizado na esquina da Calle Luis Veles de Guevara com a Calle Atocha, cerca de 5 minutos caminhando da Puerta Del Sol - com café incluído!

Esse é o prédio do hotel. No mesmo edifício, funciona o Hostal Abadia


Após aquele perrengue básico de chegar em um hotel no centro da cidade de carro (perrengue previsto, que não tínhamos com evitar: sobe na recepção, pergunta onde fica o estacionamento, descarrega as malas no meio da rua... No fim, dá certo!), nós fomos até nosso quarto e Murillo ficou meio com assustado kkkkk.

Recepção

O hotel, assim com quase todos do centro de Madrid, são adaptados, localizados em prédios super antigos, com aqueles elevadores de grade, sabe? Devo confessar que o gosto da decoração do hotel era meio duvidoso, mas ao chegar no nosso quarto... que alívio!

Imaginem tudo branquinho... não daria uma impressão melhor?


Apesar do mau gosto (meio colorido demais kkkk), o quarto era ótimo: limpo, espaçoso, com uma cama muito boa, bem iluminado, com cofre, frigobar, um chuveiro muito bom e toalhas ótimas! E tivemos um bônus extra inesperado: nosso quarto era de esquina e tínhamos duas charmosas varandas.

A localização era realmente ótima: além de muito perto de todas as atrações (fizemos quase tudo à pé!), tínhamos do lado do hotel um mini mercado Dia (ótimo para comprar água, etc) e várias lojinhas, restaurantes e uma estação de metrô.


Hostal Sol Square Madrid

Calle Luis Velez de Guevara, 2-4

Telefone: +34 912 19 64 08

Site oficial


Depois de devidamente acomodados, fomos até a Puerta Del Sol, marco zero da cidade, a praça é linda e cheia de atrações, com seu enorme luminoso do Tio Pepe (já viram post sobre nossa visita à Gonzalez-Byass, produtora do Jerez mais famoso da Espanha? Clique aqui para ler), a estátua do Oso y el Madroño, a antiga casa dos correios com seu relógio, a estátua de Carlos III, a moderna entrada da estação Sol de metrô. Para mim, é o símbolo de Madrid, sempre vibrante!

Nunca a vi tão cheia como naquela noite - era domingo e estava super lotada! Demos uma volta por lá e depois subimos até a Gran Vía (um dos principais centros de comércio da cidade, com edifícios dos anos 20 e 30, lindíssima) e demos uma voltinha rápida, parando em algumas loja (Primark, H&M, Mango, etc). Na volta para o hotel, encontramos um restaurante italiano chamado Bresca, bem gracinha, em uma das vielas que circundam a Puerta Del Sol e decidimos jantar nele. Muito gostoso!

Bresca Taberna Italiana

Calle de la Virgen de los Peligros, 7

Telefone: (+34) 914 12 66 05

Site oficial


Vou então agora passar o roteiro básico de 2 dias inteiros em Madrid - o necessário para você conhecer o básico da cidade, o principal, que foi o que fizemos. Se quiser conhecer as cidades dos arredores, como Toledo, Segóvia, que definitivamente valem a visita, o ideal é reservar 4 dias inteiros (5 pernoites) em Madrid, dois pra conhecer Madrid e dois para os bate-volta.


Olhando o mapa de Madrid, reservei um dia inteiro para a região norte e oeste da Puerta del Sol, e o outro dia para a região a leste da Puerta del Sol - a cidade é super fácil de ser explorada, e é super plana.


Dia 1

Salão do café da manhã do hotel!


Após o café da manhã no hotel (simples, mas com tudo o que estamos acostumados a comer!), começamos nosso dia fazendo o mesmo que no dia da chegada, só que à luz do dia: Puerta del Sol, com um céu azul lindíssimo e bem mais vazia que no dia anterior, depois Gran Via - percorremos da Primark até o seu fim, na Calle Alcalá, onde fica o icônico Edificio Metropolis.

Puerta del Sol - Estátua de Carlos III com Tio Pepe ao fundo

Puerta del Sol - El Oso y el Madroño - o ursinho tentando pegar a frutinha na árvore é um dos símbolos da cidade!

Gran Vía!

Gran Vía - Edifício Metropolis, o mais icônico da avenida.

Dica do Viaje na Viagem, subimos no último andar do Circuito de Bellas Artes, que fica na Calle Alcalá, bem onde termina a Gran Via, onde funciona um animado rooftop com vista panorâmica da cidade, onde tiramos algumas fotos e descansamos um pouquinho nos lounges.

A vista que se tem do terraço é da Gran Via, na cara do Metropolis...

... e também da Plaza de Cibeles


Já era quase hora do almoço e a fominha começou a bater. Estava nos meus planos levar o Murillo em um bar de tapas diferentão que eu frequentei muito no meu período de estudante na cidade, um bar tradicional, mas que não está nos guias de turismo da cidade. O bacana é que a cada bebida que você pede, ganha um pratão de tapas, tipo peça a bebida e ganhe o almoço/jantar, por 5 euros! Bem coisa de estudante com recursos limitados, os tapas são todos misturados e alguns você não identifica o que são, mas todos uma delícia. Esse pitoresco bar chama-se Sidrería El Tigre, e descobri que hoje eles contam com três unidades, todas próximas uma das outras no bairro Chueca, o conhecido bairro GLS de Madrid. Chegamos lá e estava... fechado, ainda pra abrir! Demos uma voltinha e voltamos, fomos praticamente a primeira mesa do dia. Nunca tinha ido lá de dia, tinha até dúvidas se abria. À noite, bomba! Nós pegamos bem vazio, com tudo bem fresquinho, muito bom!

Continuamos o passeio pela região de Sol, em direção ao hotel, onde íamos deixar algumas compras que tínhamos feito na Gran Via. No caminho, fizemos mais uma pausa para tapear, dessa vez na Cerveceria 100 Montaditos, uma rede espanhola que você encontra em cada esquina na Espanha, com lanches e porções típicas espanholas (azeitonas, papas bravas, lanches de jamon, croquetas, etc). Uma delícia e SUPER baratinho!

Região Central e norte da Puerta del Sol - Check! Seguimos então para a região oeste. Primeira parada, Plaza Mayor, um dos locais mais recheados de história na cidade, além de linda e super bem conservada. Ela é retangular, circundada por prédios de três andares, com acesso por meio de nove pórticos e uma estátua de Felipe III no centro. A Plaza Mayor foi estabelecida no século XVI e já foi um centro de comércio, sediou touradas e tribunais da inquisição espanhola. Hoje, conta com vários restaurantes que espalham as suas cadeiras e mesas na praça, e algumas lojas de souvenirs (comprei o enfeite de nossa árvore de Natal lá!).


Os restaurantes não apeteceram muito, e minha dica é pular a refeição no ponto turístico e ir direto para o vizinho Mercado de San Miguel, provavelmente nosso ponto turístico preferido de Madrid, rsrsrsrs.

Ainda não era hora de comer novamente, mas como nosso plano para o jantar era justamente passear de barraquinha em barraquinha no Mercado, nós já fomos explorar as nossas opções. Vou deixar as fotos falarem por si mais tarde, quando efetivamente voltamos para comer por lá.


Continuamos nosso passeio do Mercado em direção à Plaza de La Villa, a mais antiga da cidade. No caminho, passamos em frente ao Sobrino de Botín, o restaurante mais antigo do mundo ainda em funcionamento, fundado em 1725! Curiosidade: Francisco de Goya trabalhou no restaurante enquanto esperava ser admitido na Academia de Artes!

Chegamos na Plaza de la Villa, linda, parece que fomos transportados para uma Madrid medieval. Seguimos pela Calle Mayor até o final, onde chegamos à Catedral de la Almudena, a sede do Arquidiocese de Madrid e a mais importante igreja da cidade, vale a visita.

Plaza de La Villa

Interior da Catedral

A Catedral fica em frente ao Palácio Real, outro ponto turístico da cidade, que impressiona pelo tamanho, pelo forte esquema de segurança, imponentes portões e jardins lindíssimos que o circundam. Nós não fizemos a visita ao Palácio, tiramos algumas fotos do seu exterior e seguimos para os Jardins de Sabatini, que ficam na lateral do palácio, maravilhosos - entrada gratuita.

Dalí, caminhamos um pouco até chegar no Templo de Debod, uma construção egípcia, presente do governo egípcio ao governo espanhol, que fica dentro do Parque Del Oeste, um parque muito gostoso de caminhar, cheio de vida: famílias, jovens, idosos fazendo aulas de yoga!

Após o pôr do sol no parque, e exaustos do dia de caminhadas, voltamos para o hotel de metrô.


Após um banho e um relax no hotel, saímos para jantar no... Mercado de San Miguel! Só de lembrar dá saudade e a boca saliva! Como era uma segunda-feira, não estava muito cheio, mas melhor nem perder tempo tentando pegar mesa: são poucas, e o esquema é comer em pé mesmo, apoiado nos balcões que circundam o mercado. Além disso, as porções são de tapas, pequenas, então quando você levantar para pegar outra coisa pra comer, já perdeu a mesa. A não ser que enquanto um come, o outro sai para comprar a próxima porção, mas aí qual a graça do passeio em casal/família, né? Murillo logo pegou uma garrafa de vinho, e ficamos por lá, provando das várias delícias do mercadão, cada hora degustando um tapa diferente, de barraca em barraca. Destaque para a de azeitonas, burrata, frutos do mar, bocadillos... Mas tinha também ostras, salmorejo e gazpacho, jamón, queijos... Impossível comer tudo em uma noite!

Acima, foto do Mercado à noite. Abaixo, todas as delícias que encontramos por lá, e um pouco do nosso tour de tapas!

A noite foi coroada na Chocolateria San Ginés, de 1894, que funciona 24 horas e serve o churros mais famoso de Madrid - que é composto por churros fininhos e um pote de chocolate derretido para você mergulhar o churros. Hummmm. Acho que as calorias perdidas no dia de andança pela cidade (um dos recordes da viagem, 16k percorridos à pé!) foram devidamente respostas.

Chocolateria San Ginés

Pasadizo de San Ginés, 5

Telefone: +34 913 65 65 46

Site Oficial


Dia 2


Nosso segundo dia em Madrid foi dedicado à região leste da Puerta del Sol, e começamos à pé, em uma caminhada deliciosa em direção ao Parque del Retiro, o parque mais famoso da cidade, construído no século XVII, cheio de lindas construções e estátuas. No caminho, passamos pela Plaza de Cibeles, onde funciona a sede da prefeitura de Madrid e também pela Puerta de Alcalá, que foi construída pelo rei Carlos III para ser a porta de entrada da cidade no ano de 1778.

Plaza de Cibeles

Puerta de Alcalá


Chegamos no Parque del Retiro e já procuramos patinetes para passear - Murillo estava louco pra andar de novo de patinete! Não foi muito fácil, a oferta de patinetes em Madrid não chega nem perto da que encontramos em Lisboa. Por fim, achamos dois patinetes da empresa MyGo (vale a pena baixar o APP antes de sair do hotel, e precisa de internet também para desbloquear o patinete!). Passeamos pelo parque com nossos patinetes, foi uma delícia!

De lá, seguimos de patinete até o bairro de Salamanca, vizinho do Retiro, um bairro mais residencial próximo ao centro, que foi onde eu morei quando estudei na cidade, e queria voltar lá. O bairro tem uma rua cheia de lojas bem gostosa de passear (Calle de Conde de Peñaver - o trecho entre as estações Goya e Lista do metrô é cheio de lojinhas e restaurantes).

Quem curte futebol, ao invés de ir para lá, pode sair do Parque do Retiro e ir fazer o tour no Santiago Bernabeu, estádio do Real Madrid. Meus Pais fizeram a visita ano passado e adoraram (dá pra ir de metrô, procure a estação Santiago Bernabeu, que fica na frente do estádio).


Almoçamos lá no bairro de Salamanca, no Mozzabar, e pedimos o menu do dia. Vejam que o preço é bem convidativo! Madrid conta com muitos restaurantes que oferecem Menu Del Dia na hora do almoço, vale muito a pena procurar, sai bem em conta.

Mozza Bar

Calle del Conde de Peñalver, 64

Telefone: +34 910 25 83 27

Site Oficial


Depois do almoço, voltamos para o hotel fazer uma siesta! Aproveitamos e tomamos um banho para já sair no fim do dia em direção ao Museo Del Prado - o museu mais famoso da Espanha, com um acervo recheado de obras principalmente dos mestres da pintura espanhola (Velázquez, Goya, Murillo, El Grecco, Zurbarán).

Nós programamos nossa visita para o horário gratuito (de segunda a sábado, das 18:00 às 20:00), pois eu havia lido que apesar da fila ser grande, ela anda rápido, e assim economizaríamos juntos 30 euros. Quando estudei em Madrid passei uma tarde visitando o Prado com calma, então já conhecia o museu. Como sei que Murillo não é um entusiasta em longos passeios em museus, achei que a visita gratuita seria perfeita, e foi! Chegamos no museu por volta das 17:30 e já nos posicionamos na enorme fila que se formava - impossível não ver. Às 18h em ponto a fila começa a andar e cerca de 18:15 entramos, sem pagar nada.

Claro que foi meio corrido (já que o museu fecha às 20h), mas foi ótimo, passeamos pelo principal do museu, foi uma delícia. Quem curte arte, compre o ingresso (de preferência pela internet, com antecedência!) e faça uma visita com calma, dá pra passar uma meio dia inteiro no museu, e ele merece! Quem não tem muita paciência ou não curte muito visitar museus, vá no horário grátis e aproveite! OBS: não deixe de visitar a loja do museu, que fica na saída!


Saímos do Prado no anoitecer, a cidade estava começando a ficar toda iluminada, lindo de ver! Passeamos meio sem rumo no bairro de Las Letras, que fica em frente ao museu - é o bairro meio boêmio, super gostoso de passear, cheio de bares e tabernas, onde viveu Miguel de Cervantes. Passamos inclusive em frente a casa onde ele viveu!

Durante a andança sem rumo, topamos com a Casa Gonzáles, animadíssima e cheia de gente - decidimos entrar. Não sabíamos até então, mas ele é um dos restaurantes/bares mais indicados do bairro - na verdade é um empório que vende frios, pães, vinhos, e tapas! Por sorte, conseguimos a última mesinha bistrô e passamos uma das noites mais divertidas da viagem, nosso garçom era hiper simpático, fizemos amizade com uma mesa ao lado, e só fomos embora na madrugada, recomendo demais um fim de tarde/noite lá na Casa Gonzáles!

Casa Gonzáles

Calle del León, 12

Telefone: +34 914 29 56 18

Site Oficial


No dia seguinte, nós acordamos cedo e dirigimos até o Porto, com paradinhas estratégicas no Las Rozas Village (outlet muito bom nos arredores de Madrid) e Ávila, nos próximos posts eu conto como foi!


O que ficou faltando?


Nosso roteiro em Madrid compreendeu o principal na cidade, mas claro que em dois dias não dá pra ver tudo. Com mais tempo na cidade, daria para ter visitado a estação Atocha, que parece um jardim botânico; os outros museus da cidade como o do Real Madrid, o Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza; e ainda aproveitar para fazer alguns famosos bate-voltas na região: Toledo, Segovia, El Escorial, Ávila (que nós visitamos no caminho do Porto)...


Espero que tenham gostado, e para quem ainda não foi, procure incluir Madrid na listinha de próximas viagens, a cidade vale muito a pena!

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