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Meu relato de parto e pós parto!

19.03.2020

Mais uma vez vim aqui no blog contar algo muito íntimo, que pensei muito se deveria ou não escrever aqui, mas a internet me ajudou tanto durante a gravidez, li e assisti tantos vídeos de relatos de parto em preparação ao meu próprio parto (que vamos combinar, é a preocupação número 1 de qualquer grávida!), que acho que posso contribuir com minha experiência para alguém, para quem está grávida ou para quem quer engravidar um dia. Mais do que um relato de parto, vim contar sobre como foi meu pós parto, porque quem já teve filhos deve concordar comigo que o parto é fichinha perto de tudo o que o sucede!

 

Já escrevi sobre a gravidez aqui no blog, se você ainda não leu, clique aqui para ler sobre a descoberta da gravidez, o primeiro e segundo trimestre e aqui para ler sobre o terceiro trimestre e a minha preparação para o parto.

 

O relato do parto

 

O dia 04/01 foi diferente, foi o último dia em casa como dois. Nós terminamos de vez as malas e separamos tudo o que queríamos levar pra maternidade e também cuidamos dos últimos preparativos: Murillo instalou a babá eletrônica, a cadeirinha do carro, aprendemos juntos a usar o termômetro de testa que havíamos comprado... Almoçamos em casa depois saímos para dar uma volta, pois o Murillo queria cortar o cabelo. Voltamos e demos uma cochilada à tarde. Colocamos então tudo no porta malas do carro e fomos à missa das 18h. Lá encontramos as duas famílias. Na hora que acabou a missa e minha Mãe me abraçou, não aguentei e chorei um pouco... Já estava há uns dias bastante ansiosa, e sabia que veria minha Mãe novamente só quando eu já fosse também Mãe, e isso é muito louco!

#partiumaternidade! - 39 semanas e 5 dias de espera pelo meu filhote.

 

De lá, fomos ao Ráscal para jantar (amo!), nosso último jantar antes do bebê nascer! Foi uma delícia... Então chegamos na maternidade, cerca de 21h. Fizemos todo o processo de internação e umas 22h já estávamos alojados no quarto 319, um quarto de fundo do corredor, maior que o habitual, super reservado e gostoso! Montamos as lembrancinhas em uma mesa que tinha lá e nos acomodamos.

Eu estava com bastante medo da anestesia raqui, e antes de dormir conversei com minha irmã (que é médica) pelo WhatsApp e ela me tranquilizou, disse que a agulha é fina e que seria tranquilo. Por volta da meia noite, Murillo capotado, chegou a enfermeira para colocar meu acesso na veia, e como doeu! Era um acesso bem grosso e ficou bem dolorido, mesmo quando ela tirou a agulha eu mal conseguia dobrar o braço. Ela também coletou meu sangue para exames de rotina e às 02h da manhã retornou para dar a primeira dose de antibióticos que eu teria que tomar por conta do meu streptococcus positivo (uma condição que, identificada em exame prévio, faz com que que a grávida tenha que tomar antibióticos antes do parto - por isso internamos na véspera do parto, e não no próprio dia). Consegui descansar à noite, mas não dormi muito... A ansiedade estava grande, faltava tão pouco! Eu ficava pensando: "mais seis horas ele vai estar nos meus braços, mais quatro horas e ele vai estar aqui comigo mamando meu peito!".

 

Eu senti bastante apego à barriga nessa véspera do parto, que louco isso né? Eu estava morrendo de dó do bebê, de tirá-lo da minha barriga, onde ele havia ficado tanto tempo e já devia estar habituado. Pensava como nascer seria traumático e assustador para ele! Sei que é besteira pensar isso, mas eu pensei muito nisso nessa véspera do parto.

 

Às 6h a enfermeira voltou para me dar a segunda dose do antibiótico e pediu para às 8h, 8h30 eu ficar pronta porque às 9h viriam me buscar para levar pro centro cirúrgico. Pedi pro Murillo me acordar nesse horário para eu tomar um banho e ficar pronta, mas nós dois capotamos e quando acordei já era 8h11! Corri pro banho, e às 8h30 a minha irmã chegou - por ela ser médica, Dr. Marcos autorizou ela acompanhar o parto além do Murillo. Ela passou em nosso quarto e logo saiu pra se paramentar. Quase às 9h o anestesista chegou para conversar comigo, fazer as perguntas de rotina e disse pra eu ficar tranquila que eu não sentiria quase nada, que ele iria me dar uma anestesia local antes da raqui para eu sentir menos dor possível. Ele era muito gente boa.

 

Logo chegou um enfermeiro com uma cadeira de rodas para me levar para o centro cirúrgico, eu já estava vestida com o avental - super ansiosa!

Pronta pra ir pro centro cirúrgico - super inchada!

 

Cheguei ao centro cirúrgico e logo encontrei Dr. Marcos e também a minha irmã e Murillo, que tinha ido se paramentar em um vestiário para acompanhar o parto.

 

Na sala cirúrgica eu deitei na mesa enquanto passavam alguma coisa na minha barriga, algo para esterilizar talvez? O anestesista já estava lá, o restante da equipe também. A técnica de enfermagem da maternidade me tranquilizou e disse que colocar o acesso do meu braço doeu mais do que iria doer a anestesia, e que era pra eu ficar tranquila!

 

Pedi para colocarem o campo transparente para eu conseguir ver o bebê quando nascesse e o Dr. Marcos disse que iria abaixar o campo quando fosse a hora para eu conseguir vê-lo saindo da minha barriga - algo que eu queria muito.

 

Chegou a hora da anestesia! Sentei na mesa de cirurgia e o Dr. Marcos me amparou debruçada pra frente, pernas cruzadas, enquanto o anestesista ia aplicar a anestesia. Estava muito ansiosa e com medo, mas senti só a picadinha da anestesia local, não senti dor na raqui, apesar de sentir alguma coisa entrando na coluna - foi SUPER tranquilo mesmo. Logo senti minhas pernas formigarem e me deitaram na mesa e subiram o campo. Veio uma enfermeira e disse que iria colocar a sonda da urina em mim, não senti nada. Do peito para baixo tudo começou a formigar, coçar de leve, uma sensação estranha. Tentei mexer a perna e não consegui, e isso foi esquisito! Senti bastante frio também, meu dente chegou a bater. O anestesista mostrou pra minha imã que iria aplicar um pouco de glicose no meu acesso pra eu ficar acordada e desperta e de fato eu me lembro de tudo, em detalhes!

 

E então percebi que começou! Murillo estava lá, minha Irmã também, se revezavam ao meu lado. Pedi pra minha irmã filmar e tirar fotos. Como foi bom ter os dois comigo!

Coisa de 10 minutos depois, se tanto, o Dr. Marcos perguntou pro Murillo se ele queria ver meu útero, e ele foi para perto dos meus pés para assistir. Logo, Dr. Marcos pediu para abaixarem o campo, e pediu para o anestesista ajudá-lo dando uma empurrada na minha barriga. De repente, eu o vejo, meu filho saindo de dentro de mim - daquelas cenas que você não esquece nunca mais, foi lindo nosso primeiro encontro!

E ele estava com o rostinho virado para mim, fazendo um biquinho, a coisinha mais linda do universo! Não chorou, e o Dr. Marcos trouxe ele para pertinho de mim e disse que ele não ia chorar porque ainda estava no cordão. Eu já estava chorando, claro. Beijei o seu pezinho e aí cortaram o cordão, e ele começou a dar um chorinho. Minha irmã, que estava perto, disse que ele tinha olhos claros como os meus - não sei nem como ela conseguiu ver, porque ele estava com os olhos super fechadinhos. De fato, ele tem olhos azuis. A pediatra neonatal (uma fofa!) o pegou e fez um breve exame, e o trouxe para mim, onde ficamos de rostinho colado um tempão. Eu me lembro do cheiro dele nesse momento, um cheiro quente, vivo, delicioso! Lembro de ter perguntado à ela se ele estava bem, e ela me disse que sim, claro. Que se não tivesse ela não o deixaria tanto tempo assim comigo.

Então a pediatra, depois de um tempo, o levou para fazer todos os exames e procedimentos necessários. E eu fiquei lá, na mesa, só ouvindo o chorinho dele, perguntando pra Murillo e minha Irmã se ele estava bem. Graças a Deus ele nasceu ótimo, Apgar 9/10, perfeitinho! E muito lindo e bochechudo, com 3,720 kg, 53cm (enorme!) e super formadinho e gordinho. Achei a cara do Murillo na hora, estava com a gordurinha entre as sobrancelhas igual a dele, um fofo!

 

Logo ele voltou para perto da gente e ficamos assim, os três, namorando, conversando, enquanto terminavam de me costurar. Colocaram ele no meu peito, mas ele não mamou, ficou apenas sugando um pouquinho.

Fomos então juntos, nós 3, para a recuperação da anestesia. Ele tomou seu primeiro banho do nosso ladinho, colocou a roupinha preta e branca que eu escolhi com tanto carinho e depois de um tempo nós fomos para o nosso apartamento.

Foi um momento muito gostoso, nosso primeiro momento nós três à sós em família - eu havia pedido para nossos familiares virem visitar só depois do almoço, para preservar esse momento íntimo nosso. Murillo me deu um presente pra marcar o dia e um cartão lindo e eu também. Ficamos esperando as famílias chegarem explodindo de felicidade e euforia, eles estavam almoçando todos junto no Ráscal e logo viriam. Quando chegaram, foi uma festa, todos querendo vê-lo. A família do Murillo já tinha visto foto, mas minha Mãe não quis ver foto, quis conhecê-lo pessoalmente. Muito emocionante, Vicente é o primeiro neto/sobrinho de todos!

 

Foi um dia inesquecível, muito feliz, marcado pra sempre em minha memória!

 

O pós parto, o puerpério e o baby blues!

 

Todos ficaram lá, babando nele, tirando fotos, e ele super bonzinho! Eu, na cama, de camisola cirúrgica ainda, com sonda e acesso no braço, que estava incomodando muito! Não senti dor nos pontos, só estava querendo tirar o acesso do braço... Com a minha Cunhada segurando ele no colo, lixei as suas unhas enquanto ele dormia, que estavam compridas! Depois de um tempo, nossos familiares foram embora, depois de uma leve chamada da enfermeira que disse que havia muita gente no apartamento, que eu não devia ficar falando muito para não ter gases e lembrando que eu tinha acabado de parir e ele, de nascer, e que precisávamos descansar! Ficamos nós três à sós novamente.

 

Veio então uma enfermeira ótima, chamada Diva, e me ajudou com a pega dele, e por volta das 18h ele mamou no meu peito pela primeira vez! Foi tão lindo e fiquei muito feliz, pois amamentar era um dos meus maiores medos e ao mesmo tempo algo que eu queria muito que desse certo. Sigo até hoje amamentando exclusivamente em livre demanda, é nosso momento de muito amor, apesar dos desafios diários da amamentação - vou fazer um post exclusivo sobre amamentação em breve, contando meus erros e acertos!

 

A primeira noite veio e ele ficou bem acordadinho, lembro que tiraram meu acesso, tiraram a sonda, mas mesmo assim foi muito difícil levantar da cama. Não estava com dor, mas claro que estava debilitada por conta da cesárea, andando curvada. Ele mamou o colostro mais ou menos de 3 em 3 horas, mas não queria dormir, ficou como ele ficava na barriga - super acordado à noite, e eu exausta mas com muita adrenalina e felicidade por tudo o que havia se passado nas últimas 24 horas.

 

O segundo dia chegou e me vi com o dia raiando e ele encostado no meu peito, dormindo apagado, entregue... A coisa mais linda do mundo. Comecei a chorar de alegria! Que bênção, que amor, que felicidade! Acho que nessa hora caiu a ficha: sou Mãe! Amor maior que esse, aqui na terra, não existe. Uma enfermeira chegou nessa hora e ficou preocupada, mas eu disse pra ela ficar tranquila pois era um choro de muita alegria.

Vi essa perfeição de Deus em meus braços e fui invadida por um amor tão forte e poderoso que me desfiz em lágrimas. Ele é fruto de uma entrega muito grande minha e do meu marido, a fusão de nosso amor em carne e osso! Lembro de pensar que se acontecer algo com esse menino eu morro, que meu maior desejo é vê-lo sempre bem.

 

Foi um dia em que recebemos algumas visitas (amigos muito íntimos), o Dr. Marcos também veio me ver e por volta das 20h o Vicente tinha acabado de mamar e um amigo que estava por lá o pegou no colo. Esse nosso amigo disse: “Má, ele quer mamar!”. Eu respondi: “Não é possível, ele acabou de mamar!”, e ele disse: “Pode colocar no peito que ele vai pegar”. Dito e feito, ele começou a mamar, sendo que tinha mamado havia uma hora apenas. Foi aí que começou uma das noites mais desafiadoras da minha vida! Ele mamou, coloquei pra arrotar, deitei no berço e ele ficou um pouquinho. Logo acordou querendo mamar novamente, boquinha aberta igual a um passarinho. Seguiu assim de meia em meia hora pedindo pra mamar, depois passou a pedir de 20 em 20 minutos! Chamei a enfermeira e perguntei se era normal, se não deveria ser de 3 em 3 horas, e ela disse que era absolutamente normal. Que nos dois primeiros dias de vida os recém nascidos podem sentir necessidade de sugar e ficar no peito tipo o tempo todo. E que amamentação não tem contraindicação e é livre demanda, então eu poderia ficar com ele assim sem problemas. Ela me mostrou até na cartilha da amamentação essa informação. Então eu encarei e fiquei nesse ciclo por cerca de sete horas seguidas (recém operada mal conseguindo levantar direito): mama, arrota, dorme, deito no berço, acorda, mama... etc - nesse meio tempo o Murillo hora acordava, hora dormia e eu sem pregar os olhos, amamentando sem parar (na cadeira super desconfortável da maternidade), virada já havia duas noites e ainda com muita dificuldade de locomoção pela cesárea.

 

Por volta das 03h30 da manhã, já exausta, entrei meio que em parafuso. Comecei a sentir uma montanha russa de sentimentos, todos misturados: felicidade, medo, angústia, ansiedade, um amor gigantesco, gratidão à Deus, compaixão, dó dele ter nascido e de não estar entendendo nada do que estava acontecendo... olhava para a imagem de Nossa Senhora amamentando que a minha Avó havia me dado no dia que ele nasceu e chorava... Uma angústia grande - foi o início do meu baby blues, uma condição que atinge muitas puerperas e que muitas vezes é incompreendida.

Eu estava além disso com dor no seio também, de tanto que ele sugava - não sabia que essa demanda dele por mamar poderia acontecer e não estava preparada para isso. Deu uma rachada de leve no meu mamilo e estava super dolorido. Murillo acordou e conversamos, ele me tranquilizou. Conversamos sobre mandá-lo pro berçário, mas ficamos com dó pois ele queria mamar, como que eu ia separá-lo de mim? Por fim, às 04h30 desatei a chorar novamente, e nessa hora a enfermeira chegou com minha medicação e disse que iria levá-lo pro berçário. Que eu precisava descansar para produzir leite, que eu estava exausta e ele também estava exausto, precisava dormir, mas enquanto estivesse no mesmo ambiente que eu, ia querer mamar. Me assegurou que ele ficaria bem e que em 3 horas ela voltaria com ele pra mamar.

 

Apagamos, e três horas depois ele chegou. Pode parecer loucura da minha cabeça, mas Murillo também achou que ele voltou com uma cara de desconfiado, de traído. Colocamos no peito, mas ele não quis mamar de imediato, tipo me rejeitou. Depois pegou, mas pareceu de início que estava dando um gelo em nós - com dois dias de vida! A enfermeira contou que ele chorou um pouquinho e logo dormiu lá no berçário.

 

O dia raiou e com ele algumas visitas, Murillo aprendendo a dar banho, Vicente tomou a vacina BCG (que dó!), e tudo correu bem. Eu me sentia muito chorosa desde a madrugada, sensível. À noite, uma ginecologista da equipe do Dr. Marcos veio me ver e deixar minha alta pronta para o dia seguinte. Conversei com ela sobre a noite anterior, sobre como estava me sentindo chorosa e angustiada apesar de estar tudo bem com o bebê, comigo e até com a amamentação - ele estava mamando super bem. Ela explicou que esse sentimento era normal, que era por conta das muitas novidades e também pela alteração hormonal pós parto. Deixou comigo uma receita de um medicamento para eu tomar caso eu sentisse que esse sentimento não estava indo embora dentro de alguns dias. Ela ainda me deu várias dicas pra ajudar a alivar a dor nos seios, que nesse ponto doíam bastante, e me ensinou a usar a placa de hidrogel que eu havia levado. Eu lembro de sentir MUITA dor nos seios nessa noite, a ponto de sentir dor com a água do chuveiro caindo. Além disso, as mamas estavam muito quentes, eu acho que era a apojadura (descida do leite). Apesar da noite anterior ter sido sofrida, o fato dele ficar sugando bastante com certeza contribuiu para a descida do meu leite, o que foi ótimo.

 

Nessa noite a minha cunhada trouxe hot dog pra gente da Casa do Porco, estávamos já enjoados da comida do hospital e foi uma delícia. Nada como ter uma rede de apoio, tão fundamental!

Durante a madrugada, a nossa última na maternidade, nós mandamos Vicente para o berçário dormir por lá, vindo só pra mamar de 3 em 3 horas. Foi ótimo, conseguimos descansar e ele também. Deveríamos ter feito isso mais vezes durante nossa estadia na maternidade.

 

No dia seguinte tivemos alta pela manhã e viemos para casa, que saudades de casa eu estava! Geladeira abastecida, flores, presentes, comida pronta... Nossas amadas famílias cuidando de nós três! Os dias foram seguindo em paz, amamentação fluindo, Murillo e eu aprendendo juntos a cuidar do nosso filhote (ele tirou uma semana de férias do trabalho), e foram dias de muito amor, apesar de alguns momentos de choro: me sentia super sensível e qualquer coisa me emocionava. Eu sou super chorona, mas estava muito mais!

Todo fim de tarde, por volta das 18h, me batia uma angústia sem motivo... Eu chorava, só queria ficar com Murillo e minha Mãe - que teve que vir pra minha casa algumas vezes durante essas minhas crises de choro... Um típico baby blues, uma tristeza sem motivo... Na verdade, com motivo. Tudo muito novo, muita novidade junta: mãe de primeira viagem, amamentação, cuidar do bebê, a privação do sono, a cesárea, fora a montanha russa hormonal que me fez não reconhecer a mim mesma.

 

Nessa semana tão difícil eu conversei com algumas amigas e primas que vieram perguntar como eu estava, algumas pessoas que eu nem esperava por não estarem mais tão próximas, que me procuraram com uma empatia tão grande que me emocionei várias vezes falando com elas - Marina, Giovana, Carla, Camila, Carolina, Poliana, Juliana, Thamires, Mônica, Lais, obrigada! Quase todas elas mães que passaram pelo mesmo que eu estava passando, e isso foi maravilhoso, nunca vou esquecer e espero retribuir esse apoio a futuras amigas Mães. O que todas me disseram: "isso que você está sentindo é normal, a mudança de grávida para mãe é muito grande, muito intensa e essa transição pode doer por dentro, mas vai passar, é uma adaptação. Sua vida parece que nunca vai voltar ao normal, mas vai, vai voltar e vai ser melhor do que antes".

 

Eu relutei em tomar o medicamento, achava que não precisava, apesar do Dr. Marcos ter me indicado, a pediatra do Vicente na primeira consulta também ter falado para eu tomar, a minha irmã ter falado para eu tomar pois iria me ajudar... Eu achava que uma hora isso ia passar. Só que não passou e era um sentimento muito ruim - não me impedia de cuidar do Vicente, de amá-lo, não era uma depressão pós parto, mas era doído. Chegou domingo à noite, uma semana que ele tinha nascido, eu continuava assim, sem melhorar, e aí veio em casa minha Mãe, meu Pai, minha Irmã, Murillo, todos pedindo para eu tomar o remédio – tipo uma intervenção mesmo, pro meu bem. Disseram que eu não precisava passar por isso, que podia ser diferente e que o Vicente precisava de mim bem, inteira! E então eu tomei. E da água para o vinho, da noite pro dia, passou - foi impressionante! Me senti reconectada à terra, á mim mesma, ao meu novo papel de Mãe e tudo melhorou. Tomei este medicamento por cerca de 40 dias e depois, orientada pelo meu médico, parei gradativamente de tomar. Isso já faz mais de um mês e eu estou ótima desde então, graças a Deus! Mamães: se o seu choro começar a te incomodar, se estiver muito difícil e doído, converse com seu médico! Baby blues é normal, mas se você achar que está demais de lidar, procure ajuda, há meios de fazê-lo passar mais rápido: já são muitas coisas a se acostumar com a chegada do bebê para ter que lidar com mais essa!

 

A maternidade desde então tem sido vivida em plenitude, com muitos desafios (claro!), adaptações e muito amor. No começo é difícil acordar de madrugada, pegar o jeito de amamentar leva uns dias, mas o corpo vai acostumando. A natureza de Deus é muito sábia e poderosa. Aos poucos venho contar um pouco mais sobre minhas experiências no mundo da maternidade.

 

Espero que tenham gostado de ler sobre meu parto e pós parto. Tenho certeza que cada um vive este momento da chegada do bebê de uma forma, e essa foi a minha!

 

Com carinho, Marcela

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