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A saga da soneca

O sono do bebê, em geral, é um ponto crítico na maioria das famílias. Poucas são as mães que não têm queixas em relação a isso, né? Essas tiraram a sorte grande!


Aqui em casa o sono noturno nunca foi o que podemos chamar de problema. Desde 2 meses e meio ele dorme no berço dele, no quarto dele (o que pra nós é muito bom!). Com seus altos e baixos, eu considero o sono noturno do Vicente bom. Ele ainda acorda algumas vezes mas dentro do normal, no geral são despertares que resolvemos bem rápido (ninando ou amamentando). Sinto que estamos cada vez mais próximos dele dormir a noite toda.


Já o sono diurno... bem mais complicado! Ele nunca foi um bebê fácil pra dormir, sabe? Dorminhoco? Nunca mesmo.


Recém nascido ele fazia sonecas deitado no peito do meu marido, no colo de alguém, às vezes no ninho, às vezes no bebê conforto no carro em movimento... Quando ele completou 3 meses mais ou menos e começou a ficar mais ativo e a ter uma rotina mais certinha (o que coincidiu com o início da quarentena), fazia as sonecas no meu colo, sempre após mamar.


Quando ele tinha cerca de 4, 5 meses comecei a tentar mudar esse padrão de dormir no colo: tentei niná-lo no berço, sem sucesso. No carrinho, sem sucesso. Tentei a técnica de PU/PD (pick up put down), nada feito... Comecei então a tentar fazer a transferência do colo para o berço após as mamadas (ele sempre dormiu mamando). Pouquíssimas vezes deram certo. A maioria das vezes ele acordava na mesma hora e eu tinha que ninar outra vez até ele dormir e tentar novamente... Tinha um acordo comigo mesma: se na segunda vez ele acordasse eu desistia e deixava no colo mesmo. Às vezes eu estava ousada e insistia uma terceira vez (“agora vai!” - mãe é um bicho de fé, viu...).

Outras vezes eu transferia pro berço e ele ficava. Eu comemorava e 10 minutos depois ele acordava. Nessa época ele fazia cerca de 4 sonecas ao dia... imaginem o trabalho e ansiedade a cada soneca! Sem falar que nessas tentativas muitas vezes ele acordava de vez e perdia a soneca. Então, desisti. Estava em meio a pandemia, cansada e resolvi deixar no colo mesmo. Pelo menos era um tempinho que eu lia um livro, mexia no celular, e garantia que ele faria as horas de sono necessárias durante o dia. Passei a curtir esses momentos e ficava admirando aquele rostinho lindo adormecido no meu colo, tirava mil fotos. Sempre soube que passaria rápido.


Foram muitas sonecas assim, agarradinhos!


Logo passei a fazer as sonecas na minha cama. Eu já amamentava deitada e ele deitado estava, deitado permanecia. A ideia era escorá-lo bem, ligar a babá eletrônica e sair do quarto. O problema (os dois problemas, na verdade): ele mamava, dormia, eu gentilmente retirava o seio da boca dele, ele ficava 10/15 minutos e despertava abrindo a boquinha pra voltar a dormir com o peito na boca. Ou seja, eu tinha que ficar ao lado dele pra garantir que a soneca se prolongasse. Tentei dar tapinha no bumbum, tentei white noise (achei que até ajudou um pouco), mas não tinha acordo: quando ele dava essa despertada, se não devolvesse o peito pra ele, ele acordava de vez. O segundo problema: ele aprendeu a engatinhar e deixá-lo sozinho na minha cama para fazer alguma coisa deixou de ser uma opção segura... Lá ficava eu então, deitada ao lado dele. Uma delicia, claro, momentos pra sempre guardados no coração, ficava namorando a cria igual fazia quando ele dormia no meu colo. Mas assumo que também ficava pensando em tantas coisas que poderia fazer enquanto ele dormia (nós mulheres e nossos inúmeros papéis: mãe, esposa, mulher, dona de casa, profissional...). Queria poder ter um tempo para mim quando ele dormisse, e isso me incomodava, mas acabei levando. Estou falando de como me sentia, certo? Muitas mães não se incomodam com isso e OK. Eu acho que se está bom pra todos não precisa mudar. Eu sabia que precisava mudar mas me faltava coragem depois de tantas tentativas frustradas!

Seguimos assim por MESES. O tempo passou até que semana passada, vi a foto do filho de uma conhecida (nascido no mesmo dia do Vicente) fazendo sonecas no berço. Conversei com ela e me motivei a tentar novamente a acostumá-lo a dormir no berço. As minhas últimas tentativas haviam sido há tanto tempo que achei que valia a pena. “Vai que agora dá certo? Ele faz só 2 sonecas ao dia, está super acostumado com o berço...” - foi o que eu pensei.


Cheia de esperança decidi voltar a fazer a transferência do colo pro berço e não é que DEU CERTO? Já faz 6 dias que comecei e tem funcionado nas duas sonecas diárias, tipo 90% das vezes! Ele mama, dorme, deixo no colo um tempo pra embalar o sono, coloco no berço e ele tem dormido: 40 minutos, 50 minutos, 1 hora! Ontem dormiu 1h10min! Eu estou até agora sem acreditar que, após quase 10 meses e INCONTÁVEIS tentativas, eu me tornei a mãe de um bebê que faz suas sonecas no berço enquanto eu posso fazer o que eu quiser nesse tempo. Juro que minha vontade é de soltar fogos de artifício!

Sonecas no berço: conseguimos, filho!


Uma coisa que tenho feito agora que ele está começando a acostumar a tirar as sonecas no berço e que acho tem ajudado é garantir que ele me veja ao acordar. Não espero ele se ver sozinho e chorar, sabe? Monitoro com a babá eletrônica (santa babá eletrônica!). Começou a acordar de fato, eu já vou para o quarto dele para que ele veja que pode dormir tranquilo pois quando acordar a mamãe vai estar ali. Acho que fazer isso dá segurança a ele.


Estou muito feliz e quis compartilhar esse meu relato como estímulo para outras mães. Pra mim essa foi uma grande vitória! Sei que cada bebê é único, mas essa é nossa história até aqui, com final feliz. Realmente com o tempo tudo vai ficando mais fácil. Não teve milagre, o que fiz foi: desisti de tentar, aceitei que as sonecas por meses precisariam ser feitas no meu colo ou ao meu lado, e agora, que ele está perto de completar um ano, decidi tentar novamente e funcionou. Ou melhor, tem funcionado. Até quando? Não sei. Espero que pra sempre! hahahaha

Conversei esses dias pelo Instagram com uma mãe super cansada pois não conseguia sair do lado da filha de 4 meses durante as sonecas. Ela me contou que a sua menina não mama mais, porém gosta de dormir segurando a sua mão, e que se a ela sai do lado, a bebê acorda. Rsrsrsrs. Vejam que a questão não é o MAMÁ, é a MAMÃE. Falei para ela que quando meu filho tinha essa idade eu estava na mesma. E que, como tudo na maternidade, com o tempo vai ficando mais fácil e melhor. Juro que vai ❤.


PS: ao longo desses quase 10 meses, claro que tivemos raras situações nas quais ele fez sonecas em colos de outras pessoas: meu marido, minha irmã (que está morando conosco), com as avós... Sejamos justos com todos os guerreiros que conseguiram nesse tempo fazer ele dormir um pouquinho sem precisar da mamãe! Rsrsrsrs

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